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A mostrar mensagens de outubro, 2024

Tudo, ou quase tudo, de mim

Ando a ler um livro chamado "Tudo do amor" que me tem dado pontos de vista diferentes sobre o assunto. Assunto difícil, é certo, mas muito digno de reflexão. Ainda mais observando-o sob uma perspectiva da evolução histórica tanto da sociedade, quanto das estruturas familiares e das relações. Não sei se toda a gente tem, como eu, algumas ideias preconcebidas sobre o amor. Ideias do género: "o amor não se entende, sente-se"; "no amor vale tudo, é deixar ir e ver o que acontece"; "sentimentos não se explicam"; e por aí fora. Se tem, este livro vem pôr em causa algumas destas ideias. Não que cheguemos à conclusão que elas estão necessariamente erradas, não estarão, de certo, em algumas situações; ou não quer dizer que, depois de lermos o livro, deixemos de acreditar nelas, mas dá -nos muito que pensar. Isso, sem dúvida. Na verdade, muitas destas ideias que eu tinha (tenho), estão a sair reforçadas depois de ter chegado a meio do livro (no final, isto...

O vizinho

Oiço o vizinho ressonar. Todas as noites, o som do sono dele atravessa as paredes e invade-me o quarto.  É quase como se estivesse aqui ao lado, paredes meias comigo. Com o que estará a sonhar, perguntou-me amiúde...  Que aventuras, fruto da sua imaginação adormecida, o farão respirar tão ruidosamente? Estará a escalar montanhas neste preciso momento? Ou voará pelos céus julgando-se uma águia em busca de presas?  Fugirá, em risco de vida, de inimigos cruéis? Ou acreditará que se não chegar à superfície da água a tempo morrerá afogado? Ou terá, apenas, o cérebro afogado num imenso vazio? Quiçá nada disso. Dorme e pronto!