Arte
Quanto mais velha vou ficando mais valor vou dando à arte na minha vida. Tenho percebido que das coisas que me dá mais prazer é este contacto com obras de arte. Da literatura às artes visuais, passando pela música, pelo teatro, pela fotografia, cinema, e até pelo desporto (sim, também há arte no desporto) todas me preenchem de alguma forma. Contemplar a criatividade dos artistas e respirar-lhes as criações enche-me as medidas. Fico cheia por dentro. Como se me alimentassem e me preenchessem os espaços que tenho vazios, espaços vagos na alma a precisar de ocupar com ideias, peças e acontecimentos preciosos. Bebo arte pelos olhos, ouvidos, nariz e boca. Bebo arte, às vezes, até com as pontas dos dedos. Sorvo-a, quase insaciavelmente. Porque quanto mais a consumo, mais sinto necessidade de consumir mais e mais. Talvez esteja a tornar-me numa viciada em criatividade alheia. Ou talvez esteja a fazer aquele balanço da vida (de que já falei aqui anteriormente) em que pesamos as coisas qu...