De corpo e alma

Entrelaçam-se dois corpos na volúpia do amor, enlaçando acima de tudo duas almas.

Se o sexo é o poder supremo do corpo, o amor impera no poder da alma. O amor comanda para lá do puro prazer. O amor enaltece o prazer dos corpos indo mais além do simples orgasmo.

O amor utiliza os corpos para o servir. Alimenta-se das sensações de êxtase e luxúria para crescer. Bebe do nirvana e engole a essência dos seres. Une-os dentro de si e cria uma composição poética e melódica apartir das almas.

Já o sexo, esse, suga-nos para dentro do amor. Talvez a verdadeira função do sexo seja essa, sugar-nos para dentro do amor, quando há amor. Se não há, será apenas dois corpos a contorcerem-se de prazer. Quando há prazer. E o prazer não é tão maior quando dentro do amor? Fora fica sozinho e desamparado na contorção dos corpos. Está desalmado. E para que serve um prazer desalmado? Talvez para o momento, não para a eternidade.

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