Se o 25 de Abril fosse uma mulher

Se o 25 de Abril fosse uma mulher seria a minha avó. Liberdade seria Manuela, porque Manuela foi Liberdade. Durante toda a vida, de cravo ao peito, gritou Liberdade a plenos pulmões. No modo de vida, no corte de costumes bafientos, nas escolhas culturais fora de qualquer caixa, na aceitação do novo e do diferente, quando todos diziam ser um erro.

Se não fosse esta Liberdade, os meus tios e a minha mãe não seriam quem são hoje e eu e os primos não seríamos feitos desta imensa variedade.

Para se ser Liberdade também é preciso ser-se Coragem e a minha avó uniu as duas nela. Coragem de quebrar a norma por valores que cria altos - e ela quebrou umas tantas. Valores como a igualdade, a justiça, a fraternidade, a solidariedade...

Se pudéssemos dar um nome ao 25 de Abril, esse nome seria Manuela.


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